30/10/09

TU ÉS...


Palavras de Francisco Van Zeller, mais conhecido como o patrão dos patrões, a propósito de concursos públicos: aqui

"É necessário que haja uma forma de beneficiar as empresas portuguesas e que os próprios projectos sejam escolhidos em função da capacidade das empresas portuguesas" (...) "logo no concurso, haja uma maneira que as empresas nacionais sejam beneficiadas".

Onde ficam a fidelidade à Europa, os valores do mercado, a conversa da livre iniciativa e a constante ladainha de "menos estado melhor estado"?
Mas há mais:

"Não podemos é estar a olhar para essa brincadeira de sermos uns limpinhos que cumprimos todas as regras. Isso acabou"(...) "E se tivermos de fazer batota para safarmos a nossa economia, pois que façamos batota".

Ora cá temos mais um sujinho e batoteiro.
Este confessa e, nisso, temos de lhe reconhecer alguma originalidade.

2 comentários:

Graciete Rietsch Monteiro Fernandes disse...

Muito bem Eduardo. Nós no ISEP também defendíamos os nossos colegas, mas sem batota. Eles já eram docentes contratados há muito tempo com excelentes provas dadas de dedicação e competência, com os graus académicos necessários e para além disso os "itens" de avaliação eram publicados com muita antecedência. O problema aqui é que a protecção se refere às grandes empresas que ,em geral, estão ligadas a multinacionais e nada se diz sobre pequenas e médias empresas. O problema não está em proteger mas sim em criar condições, penso eu de que.....
Beijos muitos para todos.

Fernando Samuel disse...

Parabéns pelo teu Caderno sem Capa, do qual passo a ser, desde agora, visitante regular.

Um abraço.