25/04/12

A memória e a esperança

Apesar de ter sido publicado em 1970, no livro «Obra Poética II», este poema de Armindo Rodrigues parece-me poder ser uma síntese perfeita daquele dia crucial, cujo 38.º aniversário comemoramos hoje.

 





A memória e a esperança às vezes dão as mãos.

São as horas cruciais em que o mundo desperta.

Então, só os homens vãos é que não são irmãos.

Então, nem uma porta há que não seja aberta.

 Armindo Rodrigues


21/04/12

A escola da Fontinha

Ao longo do dia de ontem, acompanhei as informações sobre os acontecimentos violentos que ocorreram no Porto, por acaso, na escola onde, há 32 anos, realizei o meu estágio profissional.
Só um doentio medo da cultura e da livre iniciativa dos cidadãos pode explicar o uso da força desproporcionada e das atitudes de vandalismo a que assistimos. 
Não aprecio o insulto como forma de combate político, mas ao pensar na personalidade mesquinha que provocou uma ação tão prepotente e irracional, várias vezes me vieram à memória as palavras finais deste poema de Ary dos Santos. 

O BURGUÊS
A gravata de fibra como corda
amarrada à camisa mal suada
um estômago senil que só engorda
arrotando riqueza acumulada.

Uma espécie de polvo com açorda
de comida cem vezes mastigada
de cadeira de braços baixa e gorda
de cómoda com perna torneada.

Um baú de tolice. Uma chatice
com sorriso passado a purpurina
e olhos de pargo olhando de revés.

Para dizer quem é basta o que disse
é uma besta humana que rumina
é um filho da puta é um burguês.

18/04/12

Nos 170 anos de Antero de Quental

"Não é lisonjeando o mau gosto e as péssimas idéias das maiorias, indo atrás delas, tomando por guia a ignorância e a vulgaridade, que se hão de produzir as idéias, as ciências, as crenças, os sentimentos de que a humanidade contemporânea precisa".


Mais Luz!
(A Guilherme de Azevedo)

Amem a noite os magros crapulosos,
E os que sonham com virgens impossíveis,
E os que inclinam, mudos e impassíveis,
À borda dos abismos silenciosos...

Tu, lua, com teus raios vaporosos,
Cobre-os, tapa-os e torna-os insensíveis,
Tanto aos vicios crueis e inextinguiveis,
Como aos longos cuidados dolorosos!

Eu amarei a santa madrugada,
E o meio-dia, em vida refervendo,
E a tarde rumorosa e repousada.

Viva e trabalhe em plena luz: depois,
Seja-me dado ainda ver, morrendo,
O claro sol, amigo dos heroes!

Antero de Quental, in "Sonetos"

12/04/12

DIZ-LHES QUE NÃO FALAREI NEM QUE ME MATEM


«Diz-lhes que não falarei nem que me matem» é um espetáculo teatral, escrito e encenado por Marta Freitas, a partir dum trabalho de investigação baseado na experiência vivida pelo militante comunista Carlos Costa, durante quinze anos de prisão nas diversas cadeias da ditadura fascista.
Conforme se diz no texto de apresentação, Diz-lhes que não falarei nem que me matem é um testemunho autêntico do que é viver privado da liberdade, pela luta de um ideal. Como se foge à loucura? Como se sente saudades? Como se ama? Como se acredita? Como se sonha com o dia que acabou mesmo por chegar.”
A peça foi apresentada em Guimarães, nos dias 15, 16 e 17 de março, no âmbito da Capital Europeia da Cultura e está em cena no Porto, no Teatro Carlos Alberto,de 12 a 22 de abril.
Pelo profundo humanismo do texto, pela originalidade da encenação e pela qualidade da representação (de Mário Santos), este espetáculo constitui uma experiência estética a não perder.
A temática abordada seria, já por si, motivo de interesse, mais ainda num momento em que a coragem de resistir,  com persistência, a novas e velhas formas de violência continua a ser necessária. 
Nunca será demasiado recordar que homens e mulheres como Carlos Costa e a sua companheira Margarida Tengarrinha (que estavam presentes entre o público quando vi a peça em Guimarães) não foram apenas resistentes antifascistas até 1974. Foram, nos anos seguintes, ativos construtores da Democracia. Foram e continuam a ser, ainda hoje, militantes da resistência contra todos os atropelos à Liberdade.

30/03/12

Crescimento económico

 
Banca
Transporte de mercadorias e construção civil
 Indústria

25/03/12

Notícias que nos escondem...

No passado domingo, 18 de março de 2012, na histórica praça da Bastilha, 120 000 pessoas participaram numa iniciativa da Frente de Esquerda para a 6.ª República, para escutarem a intervenção do candidato às eleições presidenciais francesas, Jean-Luc Mélenchon.

20/03/12

NUNCA SE PERDE UMA GREVE

«Nunca se perde uma greve»: grito antigo,

Ouvido antes de a greve começar e ouvido muito depois; 

«Nunca se perde uma greve»: um pensamento ou um instinto

Equivalente a «Liberdade ou Morte».

No horizonte, uma nuvem do tamanho da mão de um homem

Cresce e escurece quando massas populares começam a dizer:

«Qualquer espécie de morte é melhor do que esta espécie de vida.»
Poema de Carl Sandburg (1878-1967), citado por Joseph North, em «Nenhum Homem é Estrangeiro»

09/03/12

Quem és tu?

Hoje, festejou-se o aniversário da minha escola.
Um aluno quis ler este poema, que escolheu e preparou em casa.
À noite, a ver os noticiários, lembrei-me dele...

Quem és tu?

-Tenho uma mota vermelha
com um leitor de CD,
computador, internet
e uma nova TV.

-Tenho piscina aquecida,
um cavalo para montar,
e como sempre marisco
no restaurante, ao jantar.

-Tenho sete namoradas,
as sete com moradias,
as sete com lindos olhos,
as sete com ricas tias.

-Tenho um pai com muitas notas
e mãe cheia de pulseiras,
são de prata os meus talheres,
e de ouro as minhas torneiras.

-Afinal tu não existes,
és só aquilo que tens,
um zero todo coberto
de uma montanha de bens.

Poema de Luísa Ducla Soares
 

26/02/12

Carneiros conduzidos pelos passos dum coelho

No reino animal, a situação tem a sua piada.
Triste é vermos a fábula transposta para a sociedade e verificarmos que alguns carneiros humanos (cada vez menos) ainda se deixam conduzir pelos passos dum coelho desnorteado.

24/02/12

Exposição sobre o Movimento Neo-Realista

Antes que Seja Tarde

Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca

22/02/12

Ainda não lhes chega

No passado dia 30 de janeiro, o patrão disse que a legislação laboral (mesmo depois do acordo) ainda não o satisfaz...
A imagem tem ligação ao texto integral

No dia 19 de fevereiro, o "primeiro" respondeu:
A imagem tem ligação ao texto integral
Os eunucos... pedem mais...

29 de fevereiro

18/02/12

Quando o Aníbal faltou à escola

A notícia do dia de ontem foi a falta de comparência do Aníbal na escola António Arroio.
Afinal a falta está justificada.
Faltou porque não encontrou a placa!
A pobre da Maria precisou de empenhar a placa do esposo para fazer face às despesas domésticas...

Por agora, tapou-se o buraco do parco orçamento familiar, mas ficou um buraco nas bochechas presidenciais.

12/02/12

Manifestação de 11 de fevereiro (2)

Três passagens do discurso de Arménio Carlos:
1. Sobre os incentivos do governo à emigração dos jovens.


2. Sobre produção


3. Sobre a CGTP

Manifestação de 11 de fevereiro (1)

Ontem, foi um daqueles dias em que senti que talvez estivesse a viver um momento de viragem ou, pelo menos, um acontecimento que pode ser o início dum novo ciclo político.
Aos muitos milhares de indignados que, ontem, madrugaram para viajar e ocupar as ruas e praças de Lisboa não faltam nem  a capacidade organizativa nem a perspetiva clara do rumo das mudanças necessárias.
Não foi apenas mais uma iniciativa para a CGTP confirmar a sua existência ou a sua capacidade de mobilização.
Foi uma afirmação clara de que, com a CGTP, os trabalhadores sabem o que querem impedir e sabem o que podem conseguir. 
11 de fevereiro de 2012 foi um grande dia a que,certamente, muitas lutas se seguirão.
Fica a frustração do fotógrafo muito amador, que não consegue captar para as imagens a força e a dimensão duma multidão determinada a resistir, a fazer valer os seus direitos e a salvar o país. 






05/02/12

MANIFESTAÇÃO NACIONAL

O Irão e o seu Programa Nuclear

Declaração escrita de Inês Zuber no Parlamento Europeu
A recente decisão da União Europeia de aplicar mais sanções unilaterais contra o Irão vem apenas confirmar a natureza imperialista da União Europeia e a sua completa submissão à agenda militarista dos EUA na região, que já movimentou vultuosos meios militares para o Golfo Pérsico e Estreito de Ormuz. É uma decisão que contribui perigosamente para o aumento da escalada de conflito e que, como fica evidente, nada tem que ver com a busca de soluções pacíficas e negociações diplomáticas. No quadro actual, um eventual conflito militar não só significaria um ataque à soberania e ao direito de viver em paz do povo iraniano, como traria consequências económicas extremamente negativas para vários países. É importante também não esquecer que estas sanções unilaterais são impostas, de forma hipócrita, por potências nucleares como os EUA, a França ou a Inglaterra e que a União Europeia tem mantido uma estreita cooperação económica e militar com Israel, um dos países que age completamente à margem dos mais elementares princípios do Direito Internacional. É necessário defender verdadeiramente a Paz, sem hipocrisias!

26/01/12

Guerra Colonial 50 anos depois

             EVOCAÇÃO    DEBATE             
              GUERRA COLONIAL 50 anos depois             
Sede da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto
             2 de fevereiro de 2012 - 21h 30m               
          Inicativa do Setor Intelectual do Porto do PCP              

16/01/12

Diz-lhes que não falarei nem que me matem

Hoje descobri este blogue e, através dele, uma boa razão para visitar Guimarães no próximo mês de março.
Na imagem abaixo há ligação para o blogue.


Na verdade, há sempre motivos para visitar Guimarães... Mas este espetáculo parece-me ser um motivo especial.


31/12/11

EXERCÍCIO DEMOCRÁTICO

Recebi hoje o n.º 15 da revista UPORTOALUMNI, Revista dos Antigos Alunos da Universidade do Porto,  que inclui uma interessante entrevista do bispo das Forças Armadas, Januário Torgal Ferreira.
Aborda, com igual abertura de espírito e frontalidade, temas como a situação social e política do país, a crise da Europa e o papel da Igreja.
Pela sua atualidade e pelo valor que estas palavras assumem, vindo de quem vêm, não resisto em transcrever, aqui, o início da entrevista. Vou resistir à tentação de sublinhar algumas passagens...

Em entrevista, D. Januário disse que “ser patriótico não é estar de joelhos e aceitar tudo o que nos dizem”. À luz destas declarações, que avaliação faz da recente greve geral?
Foi um exercício democrático. Mas ao mesmo tempo notava-se, quer por parte do Governo, quer por parte de outros setores da sociedade portuguesa, [a tentativa de passar a ideia de] que era uma atitude irresponsável. No sentido em que, se se perde mais um conjunto de horas, a economia do país fica mais debilitada.

Não concorda com esta visão?

Não concordo, não. Nota-se que essas pessoas não têm o realismo de escutar os outros e as notas que algumas instituições, que foram as organizadoras da greve, publicaram. A saber, foi dito que a greve, entendida como último recurso da comunidade trabalhadora, deverá significar que a situação do país é perfeitamente intranquilizadora. Além de intranquila, é intranquilizadora.

Acha que o povo português deve vir para a rua manifestar a sua discordância em relação às políticas de austeridade?

Com certeza. Fico sempre admirado com o espírito de disciplina e de civismo [do povo português]. Com certeza que há veemência, com certeza que há vozes demasiadamente inflamadas, com certeza que há ditos que ferem qualquer dicionário... Mas o que nós não assistimos foi à arruaça, à violência e à injustiça. Apesar dos comentários infelizes do perigo de tumultos e de anarquias...

Não teme um agravamento da conflitualidade social, porventura com os níveis de violência e de desobediência civil que se verificam na Grécia?

Poderá haver, de facto, esse problema. Se este clima continuar, não excluo uma situação semelhante à da Grécia. Há aqui dois problemas: distribuir – usando o adjetivo que Cavaco Silva usou – com equidade e justiça social os frutos do trabalho; e tratar as pessoas e as instituições
como sujeitos, e não como objetos. Começo a ficar um bocado inquieto quando se diz: “fulano foi patriota”. Porquê? Porque defendeu os cortes no Orçamento. Esse é que é o patriota? Aquele que fabrica pobres, miseráveis e oprimidos é que tem amor à pátria? Eu acho que o patriota é o solidário. E a solidariedade começa pelos mais aflitos e pelos mais doentes.

Considera, portanto, que não está a haver equidade na distribuição dos sacrifícios?
Eu acho que não! As zonas mais vulneráveis, mais abandonadas e mais debilitadas económica e socialmente não têm sido zeladas com uma proporcionalidade monetária justa e compensadora. Uma malga de sopa mata a fome. Mas uma malga de sopa significa, tantas vezes, o mais profundo  desrespeito pelo ser humano: “Toma lá!”. É o olhar de cima. E, como diz o García Márquez, “só se pode olhar de cima como se olha para uma criança: para a ajudar a crescer”. Aí é que o olhar de cima não é uma afronta! Nós ficamos muito satisfeitos, e isso são restos do salazarismo, com a solidariedade que engana a fome. O que eu queria era justiça que matasse a fome! As pessoas têm direito, como homens, a ter um trabalho com um salário justo. Não um salário precário,
um salário por favor ou um salário que equivalha à malga de sopa.

Isto significa que a coesão social e o crescimento económico estão a ser esquecidos pelo Governo?
A parte produtiva e social está a ser esquecida. Tudo isto vem, a meu ver, da inclemência, do medo e do pânico. Já com o último Governo chegou-se à conclusão de que não havia dinheiro. E, então, sob a pressão do medo, do perigo e da desonra nacional foi possível assinar um acordo [com a troika]. Mas a inclemência e o medo não lhes deu tempo, nem lucidez, para pensar que o que foi prometido ser pago em três anos devia ser pago em seis ou sete anos. Que a dívida deve ser paga, com certeza! Devemos dar o testemunho cívico de que somos honestos, retos e patriotas. Agora, fazer pedidos de dinheiro para ficarmos de joelhos diante da Europa... Neste momento, por muito que isto pareça radical, não sei se será possível mantermo-nos na Europa. Aí é que eu tenho medo que haja tumultos e levantamentos. Porque isto da Alemanha e da França estarem a comandar os destinos do dinheiro, com buscas lucrativas que para mim têm sabor autêntico a agiotas, pode criar uma crise terrível.

A REVISTA PODE SER LIDA NA TOTALIDADE AQUI

29/12/11

Acreditar num mundo melhor

Há alguns dias, começou a passar nas televisões um novo anúncio demagógico e cínico que aproveita aspetos do difícil momento político e social que vivemos para promover uma famosa marca de água açucarada.
Hoje encontrei na net uma nova versão que desmonta passo a passo o dito anúncio, dando-lhe uma resposta lúcida e, a meu ver, perfeitamente conseguida.
Não resisto a publicar aqui o filmezinho, com as meus parabéns ao autor, que julgo chamar-se vascostmr.

23/11/11

GREVE GERAL 24/11/2011 (6)

 

Serralves, dezembro de 2010

22/11/11

GREVE GERAL 24/11/2011 (5)

Poema concreto do poeta brasileiro Augusto de Campos

10/11/11

A CANÇÃO DA FOME

Prezado senhor e rei,
Sabes a notícia grada?
Segunda comemos pouco,
Terça não comemos nada.

Quarta sofremos miséria,
E quinta passámos fome;
Na sexta quase nos fomos -
Não se aguenta quem não come!

Por isso vê se no sábado
Mandas cozer o pãozinho,
Senão no domingo, ó rei,
Vamos comer-te inteirinho!

Poema de Georg Weerth (1822-1856), traduzido por João Barrento.

05/11/11

Matosinhos ainda sem Saneamento Básico?

O artigo que se segue foi transcrito do sítio da Organização Concelhia de Matosinhos do PCP.
Pode ser lido em  www.pcpmatosinhos.com, clicando na imagem.

Habitações degradadas e em risco de derrocada.
Falta de saneamento básico.
Falta de escoamento de águas.
Desresponsabilização da Câmara Municipal.
Desconhecimento da Junta de Freguesia.
Moradores há 10 anos sem respostas!
 Em Setembro o PCP realizou uma visita aos moradores de um conjunto de habitações, sitas na travessa Dom Nuno Alvares Pereira, junto ao Bairro da Biquinha, em Matosinhos, onde residem cerca de oito famílias sem condições de habitabilidade.
Constatamos a degradação notória da estrutura destas habitações, nomeadamente os telhados danificados, bem como a humidade e fissuras nas paredes e tectos. Os habitantes queixam-se que na época de chuva são constantes as inundações e que inclusive lhes cai água dentro de casa.
Deparamo-nos também com o facto de que, embora todas estas famílias paguem a taxa de saneamento na factura mensal da Indaqua, há ausência de infra-estruturas de saneamento básico.
Todas as habitações escoam as suas águas para fossas, por falta de saneamento, o que dá origem à proliferação de ratazanas e outros bichos, que pode pôr em risco a saúde pública.
Estas famílias e os respectivos senhorios hesitam a fazer obras nas habitações, pois sabem que há um projecto para dar continuidade á rua D. Nuno Alvares Pereira, que já está pendente há vários anos, que obrigará à demolição de todas aquelas casas.
Os esforços financeiros que teriam que fazer seriam grandes e voláteis visto não saberem por quanto tempo ficarão.
Questionado pelo PCP, na última Assembleia Municipal, o Presidente Guilherme Pinto optou por não mencionar a falta de saneamento básico, obra da responsabilidade da autarquia, nem os motivos para o constante adiamento de uma resolução!
O deputado do PCP deixou ainda o convite, e a disponibilidade, para acompanhar uma comissão da Camara Municipal numa futura visita ao conjunto habitacional e, até hoje, decorrido mais de um mês, ainda não obteve qualquer resposta.
O PCP considera inaceitável que os moradores da referida Travessa sejam obrigados a viver em condições tão precárias e potencialmente perigosas sem que sequer obtenham qualquer esclarecimento acerca do motivo para que tal aconteça!
O PCP EXIGE QUE A DIGNIDADE HUMANA SEJA RESPEITADA!

tempo de antena do PCP - 4/11/2011