26/01/12
Guerra Colonial 50 anos depois
GUERRA COLONIAL 50 anos depois
Sede da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto
2 de fevereiro de 2012 - 21h 30m
Inicativa do Setor Intelectual do Porto do PCP
16/01/12
Diz-lhes que não falarei nem que me matem
Hoje descobri este blogue e, através dele, uma boa razão para visitar Guimarães no próximo mês de março.
Na imagem abaixo há ligação para o blogue.
02/01/12
31/12/11
EXERCÍCIO DEMOCRÁTICO
Não concorda com esta visão?
Não concordo, não. Nota-se que essas pessoas não têm o realismo de escutar os outros e as notas que algumas instituições, que foram as organizadoras da greve, publicaram. A saber, foi dito que a greve, entendida como último recurso da comunidade trabalhadora, deverá significar que a situação do país é perfeitamente intranquilizadora. Além de intranquila, é intranquilizadora.
Acha que o povo português deve vir para a rua manifestar a sua discordância em relação às políticas de austeridade?
Com certeza. Fico sempre admirado com o espírito de disciplina e de civismo [do povo português]. Com certeza que há veemência, com certeza que há vozes demasiadamente inflamadas, com certeza que há ditos que ferem qualquer dicionário... Mas o que nós não assistimos foi à arruaça, à violência e à injustiça. Apesar dos comentários infelizes do perigo de tumultos e de anarquias...
Poderá haver, de facto, esse problema. Se este clima continuar, não excluo uma situação semelhante à da Grécia. Há aqui dois problemas: distribuir – usando o adjetivo que Cavaco Silva usou – com equidade e justiça social os frutos do trabalho; e tratar as pessoas e as instituições
como sujeitos, e não como objetos. Começo a ficar um bocado inquieto quando se diz: “fulano foi patriota”. Porquê? Porque defendeu os cortes no Orçamento. Esse é que é o patriota? Aquele que fabrica pobres, miseráveis e oprimidos é que tem amor à pátria? Eu acho que o patriota é o solidário. E a solidariedade começa pelos mais aflitos e pelos mais doentes.
Considera, portanto, que não está a haver equidade na distribuição dos sacrifícios?
um salário por favor ou um salário que equivalha à malga de sopa.
Isto significa que a coesão social e o crescimento económico estão a ser esquecidos pelo Governo?
29/12/11
Acreditar num mundo melhor
23/11/11
22/11/11
10/11/11
A CANÇÃO DA FOME
Prezado senhor e rei,
Sabes a notícia grada?
Segunda comemos pouco,
Terça não comemos nada.
Quarta sofremos miséria,
E quinta passámos fome;
Na sexta quase nos fomos -
Não se aguenta quem não come!
Por isso vê se no sábado
Mandas cozer o pãozinho,
Senão no domingo, ó rei,
Vamos comer-te inteirinho!
Poema de Georg Weerth (1822-1856), traduzido por João Barrento.
05/11/11
Matosinhos ainda sem Saneamento Básico?
O artigo que se segue foi transcrito do sítio da Organização Concelhia de Matosinhos do PCP.
Pode ser lido em www.pcpmatosinhos.com, clicando na imagem.
11/10/11
Sá Carneiro - solidão e poder
09/10/11
O filho de mil homens
É, antes de mais, uma história sobre cuidar dos outros. Num ambiente ao mesmo tempo realista e mágico, uma série de personagens aprendem a tornar-se melhores, vencendo a solidão e o sofrimento, através da dedicação aos outros e da partilha do que há de melhor em cada um.
02/10/11
01/10/11
1 de outubro no Porto
24/09/11
É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO
18/09/11
Feiras Novas
12/09/11
Bravães
Em setembro de 2009, publiquei, no Caderno Sem Capa, um artigo sobre a igreja românica de Bravães (em Ponte da Barca) e outro sobre o seu pórtico ocidental.
Pavia
09/09/11
A FESTA
29/08/11
Paris 2011
PARIS, Praça da Bastilha, à frente da Ópera da Bastilha, 20 de agosto de 2011, 13h 52m.
Entre milhares de «sem abrigo» espalhados por toda a cidade, a esta família calhou este lugar.
222 anos depois de 1789, é isto a cidadania?...
O TEMPO DAS CEREJAS 2
Solidário com o autor do blogue «O TEMPO DAS CEREJAS», publico aqui a ligação para o novo «O TEMPO DAS CEREJAS 2». Ao Vítor Dias desejo que, tão rapidamente quanto possível, consiga recuperar do roubo de que foi vítima e o seu trabalho possa retomar a qualidade que o caraterizava.
06/06/11
Porquê hoje?
Nem sei por que razão me apeteceu publicar hoje este quadro, pintado por Jacques-Louis David, em 1787...
É uma obra de óleo sobre tela com 129,5cm por 196,2cm e pertence ao Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque.
Chama-se «A Morte de Sócrates».
04/06/11
MÃOS DE MAIO
No dia 5 de Junho
MÃOS DE MAIO votam CDU
Para ouvir o fado de José Manuel Osório e ver o video, clicar na imagem do boletim de voto.
21/05/11
Espiral - poema de Mia Couto
Acaba de chegar da Cantábria a feliz notícia do nascimento do Imanol.
20/05/11
Sindicato dos Professores do Norte
02/05/11
A indignação de Unamuno
01/05/11
A Barca dos Sete Lemes
A partir do momento em que, por volta dos meus quinze anos, descobri «Gaibéus» e, através de «Gaibéus», descobri a leitura (conforme já contei aqui) comecei a ler, prefencialmente, obras dos escritores ligados ao Neo-Realismo. Nos anos seguintes, li dezenas de obras dos portugueses Soeiro Pereira Gomes, Alves Redol, Ferreira de Castro, Fernando Namora, Manuel da Fonseca, José Gomes Ferreira, bem como de autores lusófonos com afinidades temáticas, como o angolano Luandino Vieira e os brasileiros Garcilano Ramos, Eurico Veríssimo e o inevitável Jorge Amado.
Apesar da minha memória ser tão fraca que me permite encontrar surpresas em segundas e terceiras leituras dos mesmos livros, ficou-me, desde essa altura, a ideia de que um desses muitos livros tinha provocado em mim uma impressão muito especial. Trata-se do romance «A Barca dos Sete Lemes», de Alves Redol.
O livro está completamente esgotado no actual mercado livreiro, onde quase todos os espaços e atenções das livrarias são absorvidos pela literatura efémera que “vai vendendo mais ou menos”. Aliás, julgo não cometer grande injustiça se afirmar que, de todos os autores que acima referi, apenas Jorge Amado e Soeiro Pereira Gomes são devidamente acarinhados pelas suas editoras, ainda que por razões bem diversas.
Há algumas semanas, em vésperas de ir a Vila Franca de Xira para visitar o Museu do Neo-Realismo, decidi voltar a navegar nesta barca de Redol. Depois de muito procurar, desci à deslumbrante cave do alfarrabista «Chaminé da Mota» e comprei (por sinal, barato) um exemplar da edição de capa dura produzida pelas Publicações Europa-América em 1972.
Desta releitura, feita mais de trinta anos depois, saí com a confirmação de que, tal como senti na primeira leitura, «A Barca dos Sete Lemes» é um inequívoco desmentido aos que acusam o Neo-Realismo de esboçar personagens lineares, esquematicamente positivas ou negativas, condicionadas de forma mecânica em função de posicionamentos socias ou de opções políticas.
Conforme escreve Alexandre Pinheiro Torres, no prefácio, o título poderia ser «A Arte de Transformar um Homem do Povo num Carrasco». Ao longo da sua existência, Alcides voga de situação para situação, como uma barca à deriva, empurrado pelas circunstâncias e pelas pessoas com poder. Em cada uma das voltas da vida, recebe novas alcunhas – de Menino Jesus a Chacal - e vão-lhe sendo atribuídos novos papeis de executante de acções cada vez mais repulsivas e violentas.
Escavando numa personalidade em conflito consigo mesma, por baixo das atitudes do incendiário, do assassino, do criminoso de guerra da Legião Estrangeira, do potencial bufo da Gestapo na França ocupada, Redol consegue fazer aflorar o ser humano; um ser humano intrincadamente contraditório que lança gritos silenciosos de apelo a uma afectividade sempre frustrada. Como diz o autor, “limitei-me à história de um homem de sete alcunhas, cuja vida me sugeriu uma barca desnorteda num mar de tempestade” (p.56).
Os capítulos em que se desenvolve a acção da narrativa alternam com capítulos – designados, justamente, por «os gritos silenciosos» - nos quais a personagem biografada dialoga com o narrador-autor, contando-lhe a sua vida e pedindo-lhe que a escreva porque “as coisas escritas ficam mais importantes” (p. 299). Nesses diálogos sobressaem os conflitos duma personalidade violenta e violentada, mas sobressai, também, o processo pelo qual o narrador-autor vai assimilando a personagem, atribuindo-lhe sentimentos e pulsões irreprimíveis.
Para mim, «A Barca dos Sete Lemes» continua a ser um dos livros de referência. Um romance a merecer reedição, neste ano que é o ano do centenário do nascimento de Alves Redol.
























