22/11/11
10/11/11
A CANÇÃO DA FOME
Prezado senhor e rei,
Sabes a notícia grada?
Segunda comemos pouco,
Terça não comemos nada.
Quarta sofremos miséria,
E quinta passámos fome;
Na sexta quase nos fomos -
Não se aguenta quem não come!
Por isso vê se no sábado
Mandas cozer o pãozinho,
Senão no domingo, ó rei,
Vamos comer-te inteirinho!
Poema de Georg Weerth (1822-1856), traduzido por João Barrento.
05/11/11
Matosinhos ainda sem Saneamento Básico?
O artigo que se segue foi transcrito do sítio da Organização Concelhia de Matosinhos do PCP.
Pode ser lido em www.pcpmatosinhos.com, clicando na imagem.
11/10/11
Sá Carneiro - solidão e poder
09/10/11
O filho de mil homens
É, antes de mais, uma história sobre cuidar dos outros. Num ambiente ao mesmo tempo realista e mágico, uma série de personagens aprendem a tornar-se melhores, vencendo a solidão e o sofrimento, através da dedicação aos outros e da partilha do que há de melhor em cada um.
02/10/11
01/10/11
1 de outubro no Porto
24/09/11
É JÁ NO PRÓXIMO SÁBADO
18/09/11
Feiras Novas
12/09/11
Bravães
Em setembro de 2009, publiquei, no Caderno Sem Capa, um artigo sobre a igreja românica de Bravães (em Ponte da Barca) e outro sobre o seu pórtico ocidental.
Pavia
09/09/11
A FESTA
29/08/11
Paris 2011
PARIS, Praça da Bastilha, à frente da Ópera da Bastilha, 20 de agosto de 2011, 13h 52m.
Entre milhares de «sem abrigo» espalhados por toda a cidade, a esta família calhou este lugar.
222 anos depois de 1789, é isto a cidadania?...
O TEMPO DAS CEREJAS 2
Solidário com o autor do blogue «O TEMPO DAS CEREJAS», publico aqui a ligação para o novo «O TEMPO DAS CEREJAS 2». Ao Vítor Dias desejo que, tão rapidamente quanto possível, consiga recuperar do roubo de que foi vítima e o seu trabalho possa retomar a qualidade que o caraterizava.
06/06/11
Porquê hoje?
Nem sei por que razão me apeteceu publicar hoje este quadro, pintado por Jacques-Louis David, em 1787...
É uma obra de óleo sobre tela com 129,5cm por 196,2cm e pertence ao Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque.
Chama-se «A Morte de Sócrates».
04/06/11
MÃOS DE MAIO
No dia 5 de Junho
MÃOS DE MAIO votam CDU
Para ouvir o fado de José Manuel Osório e ver o video, clicar na imagem do boletim de voto.
21/05/11
Espiral - poema de Mia Couto
Acaba de chegar da Cantábria a feliz notícia do nascimento do Imanol.
20/05/11
Sindicato dos Professores do Norte
02/05/11
A indignação de Unamuno
01/05/11
A Barca dos Sete Lemes
A partir do momento em que, por volta dos meus quinze anos, descobri «Gaibéus» e, através de «Gaibéus», descobri a leitura (conforme já contei aqui) comecei a ler, prefencialmente, obras dos escritores ligados ao Neo-Realismo. Nos anos seguintes, li dezenas de obras dos portugueses Soeiro Pereira Gomes, Alves Redol, Ferreira de Castro, Fernando Namora, Manuel da Fonseca, José Gomes Ferreira, bem como de autores lusófonos com afinidades temáticas, como o angolano Luandino Vieira e os brasileiros Garcilano Ramos, Eurico Veríssimo e o inevitável Jorge Amado.
Apesar da minha memória ser tão fraca que me permite encontrar surpresas em segundas e terceiras leituras dos mesmos livros, ficou-me, desde essa altura, a ideia de que um desses muitos livros tinha provocado em mim uma impressão muito especial. Trata-se do romance «A Barca dos Sete Lemes», de Alves Redol.
O livro está completamente esgotado no actual mercado livreiro, onde quase todos os espaços e atenções das livrarias são absorvidos pela literatura efémera que “vai vendendo mais ou menos”. Aliás, julgo não cometer grande injustiça se afirmar que, de todos os autores que acima referi, apenas Jorge Amado e Soeiro Pereira Gomes são devidamente acarinhados pelas suas editoras, ainda que por razões bem diversas.
Há algumas semanas, em vésperas de ir a Vila Franca de Xira para visitar o Museu do Neo-Realismo, decidi voltar a navegar nesta barca de Redol. Depois de muito procurar, desci à deslumbrante cave do alfarrabista «Chaminé da Mota» e comprei (por sinal, barato) um exemplar da edição de capa dura produzida pelas Publicações Europa-América em 1972.
Desta releitura, feita mais de trinta anos depois, saí com a confirmação de que, tal como senti na primeira leitura, «A Barca dos Sete Lemes» é um inequívoco desmentido aos que acusam o Neo-Realismo de esboçar personagens lineares, esquematicamente positivas ou negativas, condicionadas de forma mecânica em função de posicionamentos socias ou de opções políticas.
Conforme escreve Alexandre Pinheiro Torres, no prefácio, o título poderia ser «A Arte de Transformar um Homem do Povo num Carrasco». Ao longo da sua existência, Alcides voga de situação para situação, como uma barca à deriva, empurrado pelas circunstâncias e pelas pessoas com poder. Em cada uma das voltas da vida, recebe novas alcunhas – de Menino Jesus a Chacal - e vão-lhe sendo atribuídos novos papeis de executante de acções cada vez mais repulsivas e violentas.
Escavando numa personalidade em conflito consigo mesma, por baixo das atitudes do incendiário, do assassino, do criminoso de guerra da Legião Estrangeira, do potencial bufo da Gestapo na França ocupada, Redol consegue fazer aflorar o ser humano; um ser humano intrincadamente contraditório que lança gritos silenciosos de apelo a uma afectividade sempre frustrada. Como diz o autor, “limitei-me à história de um homem de sete alcunhas, cuja vida me sugeriu uma barca desnorteda num mar de tempestade” (p.56).
Os capítulos em que se desenvolve a acção da narrativa alternam com capítulos – designados, justamente, por «os gritos silenciosos» - nos quais a personagem biografada dialoga com o narrador-autor, contando-lhe a sua vida e pedindo-lhe que a escreva porque “as coisas escritas ficam mais importantes” (p. 299). Nesses diálogos sobressaem os conflitos duma personalidade violenta e violentada, mas sobressai, também, o processo pelo qual o narrador-autor vai assimilando a personagem, atribuindo-lhe sentimentos e pulsões irreprimíveis.
Para mim, «A Barca dos Sete Lemes» continua a ser um dos livros de referência. Um romance a merecer reedição, neste ano que é o ano do centenário do nascimento de Alves Redol.
25/04/11
A Mesa dos Quatro Abades
A Mesa dos Quatro Abades é uma antiga tradição de Ponte de Lima, à qual existem referências documentais desde, pelo menos, 1775.
No terceiro domingo de Junho, os párocos das freguesias de Bárrio, Calheiros, Cepões e Vilar do Monte reuniam-se, em torno de uma velha mesa de pedra, para debater os problemas das quatro freguesias vizinhas e comiam um almoço em comum. É provável que, no fim, cada um deles dissesse o tradicional: «Comi como um abade!»
A velha mesa e os bancos de pedra ainda lá estão, num local onde se reunem caminhos provenientes das quatro freguesias. Desde 1988 a tradição foi retomada, mas o almoço é, agora, partilhado pelos presidentes das quatro juntas de freguesia.
Lembrei-me da Mesa dos Quatro Abades, hoje, dia 25 de Abril de 2011, quando a televisão me trouxe abundantes reportagens duma celebração que teve lugar no Palácio de Belém. Pareceu-me ver os quatro velhos abades, paternalmente preocupados com os problemas da paróquia, pregando a passividade ao rebanho e prescrevendo penitências aos seus paroquianos.
Nenhum daqueles quatro abades se reconhece, nem um bocadinho, responsável pelas opções que, ano após ano, levaram o país até à situação presente. No entanto, todos eles souberam louvar as virtudes da submissão e do sacrifício e souberam apelar a uma unanimidade bacoca, em torno da continuidade das políticas de que eles e os seus partidos foram executores.
Terminada a cerimónia pública, enquanto se dirigiam para o interior do palácio, pareceu-me imaginá-los a segredar uns para os outros: «Vamos continuar a comer como abades…»
24/04/11
25 de Abril, vivo também nas escolas
Encontrei este filme, cujas autoras não conheço, mas felicito.
Assim se prova que a memória do 25 de Abril também está viva nas escolas.
Apesar de tudo...
22/04/11
CRISTO - CRISTOS
14/04/11
Porque hoje é o dia 14 de Abril
DIA DA REPÚBLICA ESPANHOLA
As eleições Municipais de 12 de Abril de 1931 evidenciaram a clara maioria dos republicanos e constituíram uma histórica derrota dos monárquicos e da monarquia.
Dois dias depois, o rei Afonso XIII abandonou o poder e fugiu do país, embora sem abdicar do trono.
14 de Abril
Dolores Ibarruri
10/04/11
Langston Hughes (1902-1967)
Conheço rios:
Conheço rios antigos como o mundo e mais velhos que o fluxo de sangue humano em veias humanas.
A minha alma tornou-se profunda como os rios.
Banhei-me no Eufrates quando as auroras eram jovens.
Construí minha cabana nas margens do Congo e ele embalou o meu sono.
Contemplei o Nilo e ergui as pirâmides a sombreá-lo.
Ouvi o canto do Mississippi quando Abe Lincoln desceu até New Orleans, e vi seu colo enlameado tornar-se ouro ao pôr-do-sol.
Conheço rios:
Antigos, cinzentos rios.
A minha alma tornou-se profunda como os rios.
Poema de Langston Hughes
Mais informação sobre Langston Hughes pode ser lida aqui.

Faz hoje 35 anos
Há dias, encontrei cá em casa este autocolante, recordação dum comíco inesquecível, realizado no Porto, no mesmo dia em que foi publicada a Constituição da República, que tinha sido aprovada oito dias antes.
Estávamos em campanha eleitoral e foi um grande comício num dia histórico.
03/04/11
80 anos do AVANTE! em S. Mamede Infesta
4 a 9 de Abril de 2011 Exposição comemorativa dos 80 anos do jornal Avante!, na Junta de Freguesia de S. Mamede de Infesta
Iniciativa de Comissão Concelhia de Matosinhos do PCP
A exposição é constituída por cerca de duas dezenas e meia de paineis sobre os 90 anos do PCP e sobre os 80 anos do jornal Avante!
Dia 4 de Abril – 21h30m – Inauguração com Porto de honra e lançamento do livro «Memórias dum tipógrafo clandestino».
Dias 5, 6, 7 e 8 de Abril – das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30
Dia 9 de Abril (sábado) – das 9h às 18h
Dia 9 de Abril – 15h - Sessão de encerramento com tertúlia sobre experiências de luta clandestina e sessão de lançamento do livro «Vidas na clandestinidade».
Associação Conquistas da Revolução
Mais de uma centena de pessoas, civis e militares, marcaram presença, sexta-feira, na Casa do Alentejo, em Lisboa, num jantar de confraternização que constituiu a primeira iniciativa, com expressão pública, para a criação da Associação Conquistas da Revolução.
Henrique Mendonça, da Comissão Promotora da Associação, numa breve intervenção, sublinhou a importância de criar a Associação – que apresentou como «imposição patriótica» – e informou que a Associação conta já com «várias centenas de adesões».
Falou a seguir José Emílio da Silva, que relembrou alguns momentos marcantes do processo revolucionário, designadamente: a derrota do golpe de 11 de Março de 1975; a Assembleia do MFA que decidiu a criação do Conselho da Revolução; as tomadas de posse e a acção desenvolvida pelos IV e V governos provisórios, presididos pelo General Vasco Gonçalves e dos quais o próprio José Emídio da Silva foi ministro da Educação e Cultura; e «o avanço impetuoso para as conquistas da Revolução, que viriam a transformar profunda e positivamente Portugal – e que, posteriormente consagradas na Constituição da República Portuguesa, viriam a moldar a democracia de Abril».
O artigo pode ser lido na íntegra no Avante! de 31/3/2011.

































