23/08/09

SANTUÁRIO DO SENHOR DO SOCORRO

O acesso ao Santuário do Senhor do Socorro, situado na freguesia de Labruja, concelho de Ponte de Lima, faz-se pela estrada que liga esta vila a Paredes de Coura.
A construção do conjunto arquitectónico iniciou-se em 1773 e o santuário chegou a ser, noutros tempos, um dos mais famosos do Alto Minho.


O recinto exterior do templo é enquadrado por um muro coroado por fogaréus e estátuas, entre as quais se destacam os dois anjos tocando trombetas, que dominam o arranque da escadaria.




A frontaria rocaille da igreja, de ousado recorte, sobrepõem-se a um largo arco abatido e é ladeada por duas torres de remates bolbosos com quatro arestas. Sobre o arco, as estátuas de S. Pedro e do papa Gregório Magno ladeiam uma janela, encimada pelas armas régias.



No interior, a igreja apresenta uma única nave e uma capela-mor com um interessante retábulo de talha rocaille. A capela-mor é encimada por uma cúpula com lanternim.
Visão exterior do lanternim
Nas paredes laterais expõem-se curiosas pinturas de ex-votos, além duma pintura representando o ambicioso projecto de ampliação do santuário elaborado no século XIX, projecto no qual são evidentes as semelhanças com o Bom Jesus de Braga.




Bibliografia:
ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, Alto Minho – Novos Guias de Portugal, Lisboa, 1987.
REIS, António Matos, Ponte de Lima no Tempo e no Espaço, Ponte de Lima, 2000.

12/08/09

CASA MUSEU MANUEL RIBEIRO DE PAVIA

Ontem, visitei a casa museu Manuel Ribeiro de Pavia, em Pavia, concelho de Mora.

Um artista pouco recordado, mas com uma obra que, multiplicada por capas de livros e revistas, passou e passa pelas mãos e pelos pelos olhos de milhares de leitores.
Se outras razões não houvesse, valeria a pena percorrer os 40Km que separam Pavia de Évora.



Hoje, já em casa, apeteceu-me digitalizar capas.


GAIBÉUS, de Alves Redol, é especial.
Foi um dos livros que mais prazer me deram.
Li-o, em 1975, neste exemplar em que o meu pai escreveu a data de 21/5/1949. Dez anos antes de eu nascer...
A capa é de Manuel Ribeiro de Pavia.

ANTA DE PAVIA


Classificada como "Monumento Nacional" em 1910, a "Anta de Pavia" foi erguida entre o IV milénio a. C. e o III milénio a. C de modo relativamente isolado numa planície de Mora, enquadrando-se cronologicamente no entendimento generalizado de "Megalitismo eborense", cujo exemplar mais notável é geralmente atribuído à "Anta Grande da Comenda da Igreja", localizada em Montemor-o-Novo.
Transformada em capela consagrada a S. Dinis ou S. Dionísio já em plena centúria de seiscentos, muito possivelmente com base no protótipo da Anta/Capela de S. Brissos, situada em Santiago do Escoural, foi nesta época que passou a centralizar um dos largos da aldeia de Pavia.
Escavada no segundo quartel do século XX por V. C. Pinto da Fonseca Virgílio Correia (1888-1944), foi reaproveitada do primitivo monumento megalítico a câmara sepulcral de planta poligonal com cerca de quatro metros de diâmetro e quase três metros e meio de altura, da qual remanescem in situ sete dos esteios que a comporiam, bem como a respectiva laje de cobertura. Foram, precisamente, estes elementos estruturantes do sepulcro neo-calcolítico que constituíram a base do processo de adaptação da primeva componente funerária megalítica a templo cristão, onde o esteio da cabeceira passou a servir de testeira à capela, numa clara evidência do exercício de um poder manifestado através da religiosidade, que se apropriou de um espaço simbólico e imagético preexistente de profundas e imemoriais raízes cultuais. Foi, assim, que a área ocupada pela câmara sepulcral foi transformada em abside da pequena capela, com altar ladeado de azulejaria lisbonense setecentista, cuja nave, com apenas um metro de comprimento, foi, de algum modo, vinculada ao corredor que lhe dava acesso, e do qual ainda não foram encontrados quaisquer vestígios. Mas a cristianização do espaço encontra-se sobremaneira vincada na fachada rematada por um dos seus símbolos maiores: a cruz, enquanto um pequeno campanário sobressaí da cobertura. [AMartins]
PORMENORES DOS PAINEIS DE AZULEJOS DO SÉCULO XVIII

31/07/09

CANDIDO PORTINARI (1903-1962)

Retirantes em 1944
Retirantes em 2008

IMAGENS DIFERENTES DE PONTE DE LIMA

A mim parecem-me estranhas estas imagens desertas da tão humana e humanizada vila de Ponte de Lima.
Retirei-as de http://www.di.uminho.pt/pl3d/index.html

26/07/09

MUDANÇA DE VISUAL

Houve obras neste blog.
Fizeram-se alterações gráficas, mudanças de visual.
Tentou-se torná-lo mais arejado.
Foram trabalhos pesados e difíceis.
Apesar de ser domingo...

24/07/09

ADRIANO TEIXEIRA DE SOUSA (1955-2009)

Como homenagem ao Adriano , sem mais palavras desnecessárias, deixo aqui o texto do Secretário Geral da FRENPROF

Quando te despediste de nós, há pouco, levavas contigo o ar sereno de quem parte de bem com a Vida...
Sabias que, enquanto cidadão, deste tudo o que tinhas para dar... ao teu Sindicato, à tua FENPROF, ao País, e, sobretudo, aos/às Amigos/as...
Tu, Adriano, foste exemplo para todos nós: de entrega, de dedicação, de empenhamento, de combatividade. Foste exemplo, que não esqueceremos, de capacidade de resistência e de luta... lutaste até ao limite, até que a morte, traiçoeira como é sempre, te arrastasse sem que pudesses continuar a resistir-lhe. Mas, enquanto pudeste, nunca baixaste a guarda.
Seguramente, sentiste o sabor amargo da injustiça, percebeste que não tinhas mais nada para dar, dando tudo, não sendo merecida esta partida precoce de uma Vida que teimou em abandonar-te... Não merecias... ninguém merece quando se entrega como te entregaste à Vida...
Mas, mesmo quando sentiste que a Vida te escorregava por entre os dedos, tentaste agarrá-la até não poderes mais. Fizeste bem. Provavelmente, choraste, sozinho, quando percebeste que, dando tudo, a Vida não te quis dar mais nada... mas é assim a Vida, tantas vezes ingrata... ou não, é simplesmente assim e somos nós que, por tanto dela gostarmos, teimamos em não a ver com outros olhos.
Fizeste o que tinha de ser feito e, como sempre, estiveste bem... lutaste, resististe, nunca abriste mão...por isso, mesmo parecendo que perdeste, ganhaste...Ganham sempre, Adriano, e afirmam-se como Homens, aqueles que nunca desistem de lutar porque acreditam que a Vida lhes fala verdade quando diz não os querer perder! Cada dia tem sempre o antes e o depois, por isso a Vida não devia ter o direito de decidir, em cada dia, o que fará no seguinte, como se o dia a dia fosse de decisão unilateral...mas tem e assume esse direito!
Mesmo sabendo tudo isso, repito-te, fizeste bem em não desistir, Adriano. Deixas-nos um exemplo - Grande, Enorme - que, como tantos outros exemplos que nos deste, devemos seguir...Há sempre que acreditar nas promessas da Vida, ainda que comecemos a perceber que ela se prepara para nos deixar...todo o bem que ela nos deu e todo o Amor que lhe entregámos, são razões suficientes para que não haja rancor na partida...
Foi bom ver o teu ar sereno na despedida, agradecendo à Vida...Também nós te agradecemos, Adriano...Obrigado Amigo!
Coimbra, 20. Julho. 2009

Mário Nogueira
Camarada, Colega e Amigo

17/07/09

SOBRE O FASCISMO E A VERDADE HISTÓRICA

Acabei há poucas horas de ler, no último número da revista "O Militante", um artigo com este título.

Escrito por Jorge Cadima, é uma brilhante síntese da história dos conflitos políticos e bélicos que marcaram a Europa do século XX.
Quem foi conivente?
Quem resistiu?
Quem combateu?
Um artigo que merece ser lido e divulgado.
PODE SER LIDO AQUI

HOJE VOU PARA

E LEVO A

15/07/09

DESAFIO AOS LEITORES

Para saber se tenho leitores, decidi lançar um desafio ao qual podem responder através de comentário ao texto.
Dá-se uma guloseima a quem descobrir as duas palavras, inciadas por A e B, que faltam no texto seguinte.
É óbvio que quem as descobir, identificou o romance que inicia com este período:
«Muchos años después, frente al pelotón de fusilamiento, el coronel A_______ B______ había de recordar aquella tarde remota en que su padre lo llevó a conocer el hielo.»

14/07/09

QUASE DOIS MESES DEPOIS

Passaram quase dois meses sem acrescentar nada ao blog e não posso atribuir ao trabalho - sempre acrescido no fim do ano lectivo - as "culpas" deste abandono.
A verdade é que ainda não adquiri o hábito de o alimentar de forma continuada.
Hoje apetece-me desempenhar o papel daqueles conselheiros que dão uns palpites sugerindo ocupações para o tempo livre de quem os ouve ou lê.
É claro que as propostas poderiam ser muitas outras, mas, hoje, são estas.
E vai disto...

UM FILME
O LEITOR

UM LIVRO
A LÃ E A NEVE - FERREIRA DE CASTRO


UM PINTOR
EDUARDO NERY

UMA CIDADE DE PORTUGAL
TOMAR