E há muitas mais aqui22/09/09
Luis Landero
21/09/09
OUTONO
18/09/09
Uma imprescindível surpresa
Uma manhã como qualquer outra. A de hoje...
Já depois de ter tirado o carro da garagem, volto a casa e pego no CD que vinha com um livro comprado na Festa e ainda não lido.
Tinha decidido ouvi-lo só depois de ler o livro, mas mudei de ideias...
Introduzo o CD.
Inicio a viagem e, na voz de Fernanda Lapa, vão brotando palavras luminosas e precisas, imagens vivas da memória colectiva, serenidade de saber o que se quer, humaníssimas palavras, poesia verdadeira em estado puro.
Perigoso conduzir de olhos molhados...
Estaciono para ouvir com atenção.
Imprescidível partilhar esta surpresa.
"Gracias a la vida, que ha dado" a Filipe Chinita o saber de escrever «gente povo todo o dia»
17/09/09
Lobos com pele de cordeiro
Em tempos de campanha eleitoral, há sempre lobos que vestem pele de cordeiro.
Vai a propósito o poema de RAFAEL ALBERTI, com um abraço especial para o amigo da Cantábria.
Hubo una vez un lobo
que se puso
una piel de cordero.
Se la puso tan bien que llegó a ser
casi casi un cordero.
Y, sin embargo,
nunca tuvo la gente más miedo a aquel cordero.
(Rafael Alberti, in Versos sueltos de cada dia)
13/09/09
Primavera com una esquina rota
Outros o fazem para atestar o depósito do carro…
Alguns destes autores escrevem em Castelhano, enquanto outros escrevem em Galego e em Basco, mas são traduzidos para castelhano. Aliás, em certos casos, são os escritores que assinam a tradução das suas próprias obras.
Destaco, entre muitos outros romancistas que merceriam mais atenção da parte dos editores portugueses, Josefina Aldecoa, Max Aube (de quem só conheço traduzido «Crimes Exemplares»), Miguel Delibes (em Portugal, julgo que apenas existem «Os santos inocentes» e «O Herege»), o galego Manuel Rivas (acho que só tem em Português «O Lápis do Carpinteiro»), o basco Bernardo Atxaga, o peruano José Maria Arguedas, o uruguaio Mario Benedetti…
Na poesia, recordo Gabriel Celaya, Jaime Gil de Biedma, José Joaquim Goytisolo e, sempre, Mario Benedetti.
Numa recente deslocação a Santiago de Compostela, trouxemos – eu e a família – mais uma “fornada” de livros com preço médio inferior a dez euros.Destaco e recomendo, em especial, «Primavera con una esquina rota», do escritor que mais tem sido referido neste blog.
Através de diversos registos, o sofrimento provocado pela ditadura é exposto sob os diferentes pontos de vista dos exilados, dos presos, dos seus pais e dos seus filhos, crianças condenadas também ao exílio e à privação do convívio com os pais, presos por razões que mal compreendem.
«Cuando suplician a un hombre, lo maten o no, martirizan también (aunque no los encierren, aunque los dejen desamparados y atónitos en su casa violada) a su mujer, sus padres, sus hijos, su vida de relación. (…) Reorganizarse en el exilio no es, como tantas veces se dice, empezar a contar dede cero, sino desde menos cuatro o menos veinte o menos cien.»
07/09/09
DESAFIO AOS SEGUIDORES
03/09/09
• Gioachinno Rossini. Il Barbiere di Siviglia - Abertura. Orquestra
• Vicenzo Bellini. Norma - Ária «Casta Diva». Orquestra, coro, Ana Paula Russo (soprano)
• Giuseppe Verdi. Rigoletto - Ária «La donna e mobile». Orquestra, Giovanni Manfrin(tenor)
• Giuseppe Verdi. Nabucco - Coro «Va pensiero». Orquestra e coro
• Georges Bizet. Cármen - Ária «L’amour est un oiseau rebelled» (Habanera). Orquestra, coro, Larissa Savchenko (mezzosoprano)
• Wolfgang Amadeus Mozart. Le Nozze de Fígaro - Ária «Non piú andrai farfallone amoroso». Orquestra, Pedro Correia (barítono)
• Giuseppe Verdi. Il Trovatore - Coro «Vedi! Le fosche notturne». Orquestra e coro
• Giacomo Puccini. Madame Buterfly - Ária «Vogliatimi bene». Piano, Luiza Dedisin (soprano) e Luís Gomes (tenor)
• Georges Bizet. Cármen - Ária «Votre toast (Toreador). Orquestra, Pedro Correia (barítono), Larissa Savchenko (mezzosoprano), Ana Paula Russo (soprano)
• Gioachinno Rossini. Il Barbiere di Siviglia - Ária «Una voce poco fa». Orquestra, Larissa Savchenko (mezzosoprano)
• George Gershwin. Porgy and Bess - Ária «I got plenty o’ nuttin’». Orquestra, Pedro Correia (barítono)
• Giuseppe Verdi. Aída - Coro «Gloria all Egitto». Orquestra e coro
• George Gershwin. Porgy and Bess - Ária «Summertime». Orquestra, Ana Paula Russo (soprano)
• Giacomo Puccini. La Óveme - Ária «O soave fanciulla». Orquestra, Ana Paula Russo (soprano)
• Ruggiere Leoncavallo. I Pagliacci - Ária «Vesti la giubba». Orquestra, Giovanni Manfrin (tenor)
• Wolfgang Amadeus Mozart. Le Nozze de Fígaro - Abertura. Orquestra
• Giacomo Puccini. Turandot - Ária «Nessum dorma». Orquestra, coro, Giovanni Manfrin (tenor)
• Giacomo Puccini. Turandot - Ária «Diecimila anni al nostro Imperatore!Orquestra, coro, Larissa Savchenko (mezzosoprano)
• Giuseppe Verdi. La Traviata - Libiamo, n’ lieti calici (Brindisdi).
SKA-P
Este grupo vai estar na Festa do «Avante!».
Eu também!
O espectáculo é no domingo, a seguir ao comício.
02/09/09
PÓRTICO OCIDENTAL DE BRAVÃES
O portal ocidental da Igreja do Mosteiro de Bravães (Ponte da Barca) é, segundo Carlos Alberto Ferreira de Almeida, "o mais decorado portal românico em Portugal" e "um dos melhores exemplos onde se simboliza um portal de igreja como «Porta do Céu»".
Na espessura da parede insere-se um programa iconográfico típico, desenvolvido na forma de retábulo com cinco arquivoltas e quatro pares de colunas.
No tímpano, é apresentada a figuração de Cristo na Glória, inserido numa auréola em forma de amêndoa, assistido por dois anjos.
Ao longo das arquivoltas exteriores, dispõem-se figuras humanas enfileiradas que são interpretadas de diversas formas. Enquanto na opinião de Ferreira de Almeida representam os apóstolos, na interpretação de Manuel de Aguiar Barreiros, são alusões à universalidade da redenção do homem.
As arquivoltas interiores são decoradas com motivos geométricos.
Do lado esquerdo, a Virgem com a mão direita no peito e a esquerda pousada sobre o ventre, é o primeiro exemplo português de representação da Senhora do O.
DESABAFO SOBRE ÉVORA E O PATRIMÓNIO
Évora já foi uma cidade apaixonante.
Évora já foi uma cidade que mereceu o título de Património Mundial.
Évora já teve uma gestão municipal que sabia valorizar o património.
A visita que fiz este ano, deixou-me alguma desilusão.
Abunda a sujidade, prolifera o caos no exterior da muralha, e, sobretudo, verifiquei duas situações que me chocaram pelo que revelam de desrespeito pelo património e pelos visitantes:
1.ª Paga-se bilhete para entrar na catedral.
Não se trata de entrada num museu, ou cripta ou claustro, mas sim no templo propriamente dito.
2.ª O interior da igreja da Graça não pode ser visitado. Segundo me informaram, só abre para a missa dominical.
Antes de terminar o ano de 2009, Évora pode retomar o rumo que fazia dela uma cidade apaixonante.
Entretanto, numa aldeia do Minho - Bravães, Ponte da Barca - há uma igreja que, não podendo disponibilizar quem acompanhe os visitantes, tem este simpático aviso na porta:
IGREJA DE BRAVÃES
Na estrada nacional que liga Ponte de Lima a Ponte da Barca, a quatro quilómetros desta vila, encontramos, do lado esquerdo, um dos mais impressionantes exemplares da arquitectura românica em Portugal.
Trata-se da igreja do mosteiro de Bravães, também designada por Igreja de S. Salvador de Bravães.
Basicamente, a volumetria do edifício é constituída por dois paralelipípedos de diferentes dimensões: nave e a capela-mor, sendo aquela, obviamente, mais larga, mais alta e mais longa do que esta.
As duas partes são articuladas pelo arco-cruzeiro, sobre o qual se abre uma rosácea gótica.
A parede da fachada ocidental tem, ao nível inferior, uma espessura acrescida na qual se inscreve um portal que, pela sua riqueza e originalidade escultóricas, será objecto de tratamento em artigo posterior.
Na porta norte, o trabalho escultórico é bastante mais elementar e a decoração do tímpano afigura-se inacabada.
Além da já referida rosácea, cuja visualização a partir do exterior é dificultada pela elevação do telhado da capela-mor, a iluminação do templo resulta dum conjunto de quatro frestas, que assumem, no interior, a forma de janelas ladeadas de colunas.

Em obras posteriores, o interior da igreja foi decorada com interessantes painéis murais, que enquadram visualmente o arco-cruzeiro. O da esquerda, datado de 1510, apresenta uma sugestiva representação do martírio de S. Sebastião enquanto o da direita representa a Virgem com o Menino ao colo.
Para concluir, registo, com enorme agrado, o notável exemplo de civismo patente no aviso afixado na porta norte.
Bibliografia:
ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, História da Arte em Portugal III – o Românico, Lisboa, 1986.
BARREIROS, Padre Manuel de Aguiar, Egrejas e Capelas Românicas da Ribeira Lima, Porto, 1926.
www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=69876

























