16/10/08
14/10/08
12/10/08
07/10/08
29/09/08
ESTRANGEIRO NUMA TERRA DISTANTE
17/09/08
MARIO BENEDETTI
Mais dois poemas deste escritor uruguaio, sobre quem já escrevi em Abril do ano passado e que, lamentavelmente, continua a não ser publicado em Portugal, com excepção das duas obras em prosa que referi na altura. Os portugueses deveriam conhecer a sua obra poética.
Memorándum
Uno llegar e incorporarse el día
Dos respirar para subir la cuesta
Tres no jugarse en una sola apuesta
Cuatro escapar de la melancolía
Cinco aprender la nueva geografía
Seis no quedarse nunca sin la siesta
Siete el futuro no será una fiesta
Y ocho no amilanarse todavía
Nueve vaya a saber quién es el fuerte
Diez no dejar que la paciencia ceda
Once cuidarse de la buena suerte
Doce guardar la última moneda
Trece no tutearse con la muerte
Catorce disfrutar mientras se pueda.
Cuando éramos Niños
Cuando éramos niños
los viejos tenían como treinta
un charco era un océano
la muerte lisa y llana
no existía.
luego cuando muchachos
los viejos eran gente de cuarenta
un estanque era un océano
la muerte solamente
una palabra
ya cuando nos casamos
los ancianos estaban en los cincuenta
un lago era un océano
la muerte era la muerte
de los otros.
ahora veteranos
ya le dimos alcance a la verdad
el océano es por fin el océano
pero la muerte empieza a ser
la nuestra.
11/09/08

11 de Setembro de 1973
Salvador Allende, Presidente eleito do Chile, proclamava:
«¡Viva Chile! ¡Viva el pueblo! ¡Vivan los trabajadores!Éstas son mis últimas palabras y tengo la certeza de que mi sacrificio no será en vano. Tengo la certeza de que, por lo menos, habrá una lección moral que castigará la felonía, la cobardía y la traición.»
11 de Setembro de 2008
Vemos, ouvimos e lemos...
Não podemos ignorar as semelhanças com o que se passa na Bolívia e na Venezuela.
Temos o dever de exigir que os crimes terroristas do Império não se repitam e que seja respeitada a vontade soberana dos povos.
21/08/08
23/07/08
Retirado de http://www.odiario.info/
Este texto de Miguel Urbano Rodrigues foi a sua comunicação ao Fórum Unidade dos Comunistas, apresentada sábado, 19 de Julho, em Florianópolis, Brasil
A direita europeia, com destaque para os chamados atlantistas, defensores inflamados da OTAN e da presença das tropas dos EUA na Europa, insiste em atribuir a um sentimento de «anti americanismo» a vaga de protestos contra a estratégia de dominação mundial daquele país.
23/06/08
20/06/08
Com um abraço fraternal, transcrevo um pequeno artigo de www.resistir.info
REJEITADO O TRATADO EUROPEU !!!
06/05/08
Por temperamento e por formação, sou avesso a tentativas de condução do pensamento e recuso-me a formular apelos para que me sigam nas minhas crenças ou tomadas de posição.
Preservo e valorizo, para mim e para os outros, a liberdade de manifestar, quando quero e como quero, as minhas opiniões e de, em concordância com elas, agir nos momentos e pelas formas que entendo.
É nos limites destes pressupostos que escrevo para partilhar os motivos por que, no contexto das eleições para os Corpos Gerentes do SPN, decidi apoiar e integrar a lista A - «Pela defesa dos princípios fundadores do SPN. Ser a força e a vontade dos Professores do Norte. Defender a Escola Pública», apesar de nunca ter sido dirigente nem delegado sindical do SPN.
Tomei esta decisão apenas porque penso que os Professores do Norte precisam de ter de novo o Sindicato que construíram há 25 anos e não esta “espécie de sindicalismo funcionalizado”, que se tem instalado nos últimos anos.
Não precisam dum sindicato/secretaria ao qual se dirigem só para pedir esclarecimentos legais.
Não precisam dum sindicato preso ao cumprimento de rituais rotineiros e procedimentos burocráticos.
Não precisam de dirigentes vitalícios, instalados na sede, à espera que os colegas se mobilizem.
Não precisam dum sindicato cuja presença nas escolas se limita à afixação de cartazes e boletins, frequentemente, desactualizados.
Não precisam duma informação sindical que chega à caixa do correio na véspera das reuniões ou iniciativas para as quais pretendia mobilizar.
Não precisam duma revista de propaganda com 11 e com 18 fotografias da mesma dirigente em 11 e em 18 posições mais ou menos variadas (SPN-Informação, n.º13, de Março de 2007 e n.º14, de Abril de 2007). Pessoalmente, não participei, de forma directa, no último Congresso da FENPROF nem na discussão que o antecedeu, mas chocou-me ver este tipo de propaganda empobrecedora, na revista de Informação do SPN.
NO entanto, devo dizer que me chocou ainda mais ler, nos números seguintes do SPN-Informação, uma linguagem de ajuste de contas e de perseguição em relação aos que, democraticamente, tinham vencido o Congresso. Acredito que a maioria dos colegas que integram a lista da continuidade (S) não se identifica com tal espírito de vingança, mas ele demonstra o ponto a que chegou o apego ao poder por parte do núcleo que controla a actual direcção.
No próximo dia 13, sou candidato pela lista A -«Pela defesa dos princípios fundadores do SPN. Ser a força e a vontade dos Professores do Norte. Defender a Escola Pública» - apenas porque acredito que, mais do que nunca, necessitamos dum Sindicato de todos os Professores do Norte; democrático, combativo e participativo; livre de burocracias, rotinas e sectarismos; um Sindicato que seja, de novo, aquele que ajudei a fundar, no mês em que o meu filho nasceu.
13/04/08
29/03/08
13/03/08
11/03/08
03/03/08
Há sempre uma primeira vez... Ao contrário do habitual, uso hoje o CADERNOSEMCAPA para escrever, pela primeira vez, sobre um tema pessoal. Terminei, hoje de manhã, um pequeno curso de actualização dos meus conhecimentos da Língua Inglesa e quero registar aqui o enorme prazer de que usufruí nas aulas desse curso. Foram vinte sessões individuais, que teriam, à partida, uma hora cada uma, mas que, quase sempre, se prolongaram durante mais tempo, em agradáveis conversas sobre os mais variados temas, especialmente sobre os ivros e as leituras. Desde o primeiro dia, descobri, entre mim e o professor, um largo conjunto de afinidades, a começar pelo nosso primeiro nome. Entre outros aspectos comuns, recordo que partilhamos o vício dos queijos, o gosto pelo bacalhau e pelo vinho, assim como a preferência por uma determinada marca de cerveja (posso dizer o nome se uma certa empresa de Leça do Balio pagar a publicidade). Partilhamos a dependência dos livros, várias preferências literárias e artísticos e a alergia a certos autores de bestselers (não digo os nomes nem que me paguem a publicidade). Partilhamos a admiração pelo belíssimo filme italiano «A Melhor Juventude». Partilhamos o interesse pela temática da comunicação e sua aplicação específica aos fenómenos de ensino e aprendizagem. Acima de tudo, partilhamos uma forma atenta de observar a vida e o mundo e o persistente sentido da ironia. Ficou a grata recordação de vinte manhãs iniciadas com conversas descontraídas e sempre interessantes e penso que ficou uma amizade. Já agora há que dizer que - last but not the least - melhorei consideravelmente o domínio do Inglês ouvido, lido, falado e escrito. Por favor, acreditem que, há dois meses, era muito menor! There’s always a first time… In the opposite of what I’m used to do, today I use CADERNOSEMCAPA to write about a personal theme. This morning, I finished o little course of actualization of my English knowledge and I want to register here the great pleasure that I’ve enjoyed in this curs. It were twenty individual lessons that would have half an hour each other, but the most part of them, were extended for more time in pleasant talks about a lot of things , special about books and lectures. Since the first day, I’ve discovered, between me and the teacher, a large among of affinities, beginning by our first name. Among other aspects, I remember that we have in common the vice of cheese, the love of codfish and wine, such as the preference by certain mark of bear (I can say the name if a certain enterprise from Leça do Balio pays the publicity). We have in common the dependence from books, several literary and artistic preferences and the allergy to certain authors of bestsellers (I don’t say names neither if they pay me the publicity). We have in common the admiration about the very beautiful Italian film «A Melhor Juventude». We have in common the interest about communication and its specific application in phenomenon of learning and teaching. Above all, we have in common an attentive way of looking at life and word and the persistent sense of irony. I conserve the pleasant memory of twenty mornings begun with relaxed and always interesting conversations and I think that a friendship is conserved. And I must say that - last but not the least – I’ve improved my knowledge in English listened, talked, read and written. Please, believe that, two months ago it was very worse! |
02/03/08
| Certamente, não fui o único a recordar ontem este poema, escrito por Manuel Correia e musicado e cantado por Luís Cília. Quem se lembra? RESPOSTA A quem nos acusou por sermos fortes a quem nos combateu porque a razão se incendeia e revive à nossa beira, respondo, não nascemos em abril, não somos um punhado nem cem mil somos milhões e milhões na terra inteira. A nossa força vem-nos do trabalho que tudo transforma e modifica, que sempre nos fez e faz irmãos por isso nos unimos e avançamos. A nossa luta tem mais de cem anos escritos com fogo em nossas mãos. Há quem nos tema, há quem nos ataque, detentores de antigos privilégios que hoje temem a nossa vitória. E é natural que nos combatam são eles dia a dia que nos matam contra eles construímos nós a história. Os símbolos que vão nesta bandeira assustam quem nunca lhes pegou quem nunca debulhou na nossa eira quem antes e depois do mês de abril nos teme por não sermos só cem mil mas milhões e milhões na terra inteira. |



























